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      <title-group>
        <article-title>A rede social móvel Foursquare: uma análise dos elementos de gamificação sob a ótica dos usuários</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fábio Pereira Alves</string-name>
          <email>fabioalves@ufmt.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Edie Correia Santana</string-name>
          <email>edie@ufmt.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Cristiano Maciel</string-name>
          <email>cmaciel@ufmt.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Junia Anacleto</string-name>
          <email>junia@dc.ufscar.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3">3</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Universidade Federal de, Mato Grosso, Instituto de Computação, (IC), Laboratório de Ambientes</institution>
          ,
          <addr-line>Virtuais Interativos, (LAVI), Cuiabá, MT -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Universidade Federal de, Mato Grosso, Instituto de Educação, (IE)</institution>
          ,
          <addr-line>Cuiabá, MT -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Universidade Federal, de Mato Grosso, Secretaria de</institution>
          ,
          <addr-line>Tecnologia da, Informação (STI), Cuiabá, MT -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff3">
          <label>3</label>
          <institution>Universidade Federal, de São Carlos, Departamento de</institution>
          ,
          <addr-line>Computação</addr-line>
          ,
          <institution>Laboratório de</institution>
          ,
          <addr-line>Interação Avançada, (LIA), São Carlos, SP -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>21</fpage>
      <lpage>28</lpage>
      <abstract>
        <p>According to CGI.br, the access to social networks is one of the main activities over the internet. With the popularity of mobile devices, the access to these platforms anywhere as well as the development of specific social networks for those devices become more and more common. To improve the engagement between the users and the so-called mobile social networks (RSM in Portuguese), gamification has played an important role. This paper presents the analysis for a set of data from a pilot experiment about the users' perception on game elements in the Foursquare platform for mobile social networking, aiming to understand which elements are relevant for studies over gamification in RSM, once this area is an important research focus in the users experience studies.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>
        INTRODUÇÃO
A comunicação por meio de Redes Sociais e sites de
relacionamento é uma das principais atividades realizadas
na internet, de acordo com o CGI.br [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">28</xref>
        ]. Ao mesmo
tempo, com a proliferação dos dispositivos móveis
(smartphones e tablets), as redes sociais móveis tem se
tornado parte inseparável da vida das pessoas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">11</xref>
        ]
Os dispositivos móveis, além de tornarem o acesso mais
fácil a sistemas de redes sociais, também introduzem uma
série de tecnologias específicas de dispositivos móveis,
como serviços baseados em localização (GPS) e realidade
Copyright © by the paper's authors. Copying permitted only for private
and academic purposes. In: Proceedings of the IV Workshop sobre
Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social
(WAIHCWS'12), Cuiabá, Brazil, 2012, published at http://ceur-ws.org.
      </p>
      <p>Sendo assim, é apresentada na primeira seção uma
fundamentação teórica sobre redes sociais, redes sociais
móveis, gamificação e o aplicativo Foursquare. A seção
seguinte apresenta os trabalhos relacionados ao tema. Na
quarta seção é apresentada a análise de dados de um
experimento piloto sobre a percepção dos usuários dos
elementos de gamificação da rede social móvel Foursquare.
Na quinta seção é apresentada uma discussão dos resultados
obtidos no experimento. Finalmente, na sexta seção são
apresentadas as conclusões deste trabalho.</p>
      <p>FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Esta seção versa sobre conceitos pertinentes ao estudo,
tais como redes sociais, redes sociais móveis e
gamificação.</p>
      <p>
        Redes Sociais
Uma estrutura em rede corresponde a um conjunto de
elementos interconectados. Os integrantes de uma rede
(nós) se ligam horizontalmente a todos os demais,
diretamente ou por meio dos que os cercam, resultando em
um conjunto entrelaçado como uma malha de múltiplos
fios, onde nenhum dos seus elementos pode ser considerado
principal ou central, nem representante dos demais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ].
As Redes Sociais (RS) são estruturas básicas da sociedade,
que são formadas pelas pessoas (nós) e seus
relacionamentos (conexões) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Na Web, as RS são ambientes virtuais onde os membros
interagem com outros membros e criam redes baseadas em
algum tipo de relacionamento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">18</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Maciel [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">16</xref>
        ] adota a definição de RS como sendo sistemas
de informação web que se tem desenvolvido amplamente,
nos quais muitas pessoas se relacionam e trocam
informações, de diferentes partes do mundo. Essa definição
também é adotada para este trabalho.
      </p>
      <p>
        Segundo Meira et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">18</xref>
        ] as primeiras RS eram baseadas
na comunicação, onde eram criados grupos de contatos para
envio de mensagens, por exemplo, ICQ®, MSN®, entre
outros. Na segunda geração, as RS visavam replicar os
laços reais em um ambiente virtual. Sistemas com Orkut®1
e Facebook®2 obtiveram muito sucesso com esse propósito.
Já na terceira geração as novas RS surgiram e algumas já
existentes evoluíram para sistemas de criação e aquisição de
experiências. Facebook®, Orkut®, Twitter®3 e LinkedIn®4
são exemplos dessa geração.
      </p>
      <p>
        Nessa perspectiva, as três gerações de RS são
contempladas na visão de Finin et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ]. O autor afirma
que as pessoas ou grupos ligam-se em uma RS por um
conjunto de relações sociais, como simplesmente troca de
informações (1ª Geração), amizade (2ª Geração) ou
cooperação de trabalho (3ª Geração).
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>1 http://www.orkut.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>2 http://www.facebook.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>3 http://www.twitter.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>4 http://www.linkedin.com</title>
      <p>
        Santana [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref24">25</xref>
        ] destaca que contatar pessoas, compartilhar
documentos, sons, imagens ou vídeos, discutir sobre
temáticas específicas, são alguns dos atrativos
disponibilizados pelas RS que fazem os usuários participar
de forma cada vez mais ativa.
      </p>
      <p>
        De acordo com a pesquisa sobre o uso das TIC no Brasil em
2011, feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">28</xref>
        ], a
comunicação por meio de RS e sites de relacionamento é
uma das principais atividades realizadas na internet, e o
percentual dos usuários que usaram a internet para essa
atividade foi de 70%. Nielsen [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref21">22</xref>
        ] aponta que o uso de RS
e blogs representa a principal atividade realizada na web, e
já atinge 60% dos usuários ativos da internet.
      </p>
      <p>
        Boyd [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ] comenta que uma RS deve permitir a construção
de um perfil público ou semi-público dentro de um sistema
limitado, articular uma lista de outros usuários com quem
eles compartilham uma ligação, e possibilitar a visualização
e a navegação pelas conexões criadas por um usuário [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ].
Para Mislove et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">19</xref>
        ] e Recuero [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ], os componentes
essenciais de uma rede social são: usuários cadastrados,
possibilidade de criar links entre usuários e a possibilidade
de segmentar os links em grupos, reunindo usuários com
interesses comuns.
      </p>
      <p>
        Nas RS não há um espaço único e compartilhado para a
interação entre os membros, destaca Meira [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">18</xref>
        ].
Normalmente existem espaços individuais para a interação,
acessíveis apenas aos membros da rede social do indivíduo
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">18</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Cada participante pode ser caracterizado como um “capital
social” que pode ser estimulado de forma a tornar a rede
mais persistente e abrangente. De acordo com Putnam
(1995 apud [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">16</xref>
        ]), capital social refere-se a práticas sociais,
normas e relações de confiança que existem entre cidadãos
de uma dada sociedade. Sendo assim, constitui-se em um
sistema de participação que estimula a cooperação.
Outro elemento importante nas RS são os relacionamentos
entre os usuários. Nesse elemento, as interações sociais são
muito importantes, porque são a base para a análise dos
laços e das relações sociais. O conjunto das interações
sociais forma as relações sociais que, por sua vez, atuam na
construção dos laços sociais. O laço social é a efetiva
conexão entre os atores que estão envolvidos na interação e
podem ser fortes e fracos de acordo com o grau de
intimidade, sua persistência no tempo e quantidade de
recursos trocados. Nas RS, os laços caracterizam-se por
serem de pouca densidade, ou seja, as ligações entre os
usuários não são muito fortes, ocasionando muitas
interações anônimas e relacionamentos fracos, já que não
envolvem o a identidade real do membro [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Portanto, o que define uma Rede Social para Mislove et. al.
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">19</xref>
        ], Recuero [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ], Finin et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ], Maciel [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">16</xref>
        ] é a
constituição por pessoas e relacionamentos. Para Mislove
et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">19</xref>
        ], Recuero [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ] um dos componentes essenciais
das RS é a segmentação em grupos, reunindo usuários com
afinidades em comuns. Boyd e Ellison [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ] e Recuero [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ]
acrescentam que uma RS deve permitir a construção de um
perfil de usuário. Para Recuero [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">24</xref>
        ] uma RS possui baixa
densidade nos relacionamento e a identificação dos usuários
é fraca. Para Ferreira [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ] a ausência de controle hierárquico
é uma característica das RS e na visão de Meira et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">18</xref>
        ]
identifica-se em RS espaços individuais para a interação,
acessíveis apenas aos membros da rede social do indivíduo.
Redes Sociais Móveis
A transferência dos conceitos e das tendências atuais em
redes sociais, bem como o uso dos recursos dos dispositivos
móveis, possibilitaram o surgimento das redes sociais
móveis (RSM). Portanto, as RSM foram introduzidas por
meio da combinação dos conceitos de duas disciplinas, as
redes sociais e as redes de telecomunicações móveis, como
ilustra a figura 1.
      </p>
      <p>
        A Mobilidade é um recurso fundamental nesse contexto,
pois pode ser usada como uma informação adicional para
analisar a relação social entre os usuários dos dispositivos
móveis. Esta constitui a principal diferença entre o serviço
de rede social móvel e um serviço de rede social clássica
(por exemplo, Orkut, Twitter, Facebook, Hi5, entre outros).
Figura 1: Redes Sociais Móveis: interseção entre redes sociais
e redes de telecomunicações móveis. Adaptado de [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">13</xref>
        ].
As RSM podem ser classificadas em dois tipos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">13</xref>
        ]:


      </p>
      <p>RSM baseada na Web - utiliza serviços de rede social
(por exemplo, Facebook, Myspace) ou portais móveis
(por exemplo, m.4info.com) para a aquisição de
informações por meio de dispositivos móveis. Os
usuários podem se comunicar com aplicações
baseadas na web por meio da Internet, dada a
disponibilidade de conectividade sem fio;
RSM descentralizada: Em um RSM descentralizado,
um grupo de usuários móveis é constituído para
divulgar dados entre eles sem se conectar a um
servidor. Essa conectividade é mais bem definida por
contatos oportunistas onde os usuários trocam e
compartilham informações, usando tecnologias sem
fio, como Bluetooth ou Wi-Fi.</p>
      <p>
        Kayastha et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">13</xref>
        ] aponta vários campos de aplicação das
RSM. Um campo que tem tido grande destaque são os
Serviços baseados em Localização (SBL). Um SBL fornece
informações específicas de um local usando o GPS dos
dispositivos móveis ou usando triangulação do sinal de
torres de celular. Esta aplicação, quando combinada com a
rede social pode fornecer aos usuários uma variedade de
serviços contextuais como encontrar a localização de
pessoas ou amigos, caixas eletrônicos mais próximos,
restaurantes e até mesmo propagandas e jogos baseados em
localização.
      </p>
      <p>
        Google Latitude5, GyPSii6, MobiLuck7 e o Foursquare8 são
alguns dos SBL populares nas redes sociais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">13</xref>
        ]. Estes
serviços, basicamente, possibilitam que os usuários se
conectem e compartilhem sua informação de localização
com outras pessoas.
      </p>
      <p>
        Para Li et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">14</xref>
        ], uma questão importante em relação a
esses serviços é a privacidade dos usuários. Estes devem se
atentar quanto a exibir/ocultar a sua informação de
localização.
      </p>
      <p>
        Gamificação
O termo gamificação teve origem na indústria de mídia
digital [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref22">23</xref>
        ], sendo documentado pela primeira vez em 2008.
Porém, o termo só atingiu ampla adoção nos meados de
2010 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">12</xref>
        ]. O termo tem sido primariamente usado para
explicar a ideia de aumentar o engajamento dos clientes
com um produto e motivar um comportamento particular
nos usuários, por meio do uso de elementos de jogos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ].
Segundo Zichermann [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">27</xref>
        ], gamificação é a inclusão de
mecânica, estilo, pensamento e/ou técnicas de design de
jogos para envolver pessoas na solução de um problema.
Segundo Huotori e Hamari [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">12</xref>
        ], gamificação é um pacote
de serviços onde o serviço principal é melhorado através de
um serviço baseado em regras, que provê feedback e
mecanismos de interação ao usuário, com o objetivo de
facilitar e dar suporte à criação de valor pelos usuários.
Segundo Liu [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">15</xref>
        ], o objetivo máximo da gamificação é
incentivar o usuário de sistemas não relacionados a jogos a
ter o chamado "comportamento de jogador": foco na tarefa
em mãos, realizar várias tarefas ao mesmo tempo sob
5 https://latitude.google.com
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6 http://www.gypsii.com/</title>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>7 http://www.mobiluck.com/en/</title>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>8 https://foursquare.com</title>
      <p>pressão, trabalhar a mais sem descontentamento, sempre
tentar novamente quando falhar, etc.</p>
      <p>
        Segundo Deterding [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ], o uso da gamificação atualmente na
indústria está entre dois conceitos relacionados: o primeiro
trata da crescente adoção e institucionalização da
ubiquidade dos videogames da vida diária. O segundo diz
que os elementos de jogos deveriam ser capazes de fazer
produtos e serviços não relacionados a jogos mais
agradáveis e contagiantes, devido a natureza dos
videogames, que são pensados com o propósito primário de
diversão.
      </p>
      <p>
        O uso de elementos de jogos eletrônicos para a melhoria de
sistemas não relacionados a jogos não é algo novo.
Pesquisas sobre o assunto já eram realizadas no início dos
anos 1980. Malone escreveu artigos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">17</xref>
        ] nos quais
apresenta como as interfaces existentes nos jogos de
computador do início dos anos 1980 poderiam ser úteis para
o desenvolvimento de interfaces mais agradáveis para
softwares.
      </p>
      <p>
        A gamificação rapidamente ganhou atenção das áreas de
design de interação e marketing digital [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ]. Inúmeras
aplicações foram lançadas, em áreas como finanças, saúde,
educação, sustentabilidade, notícias e entretenimento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ].
Muitos autores relacionam o termo gamificação com outra
abordagem comum aos videogames em aspectos não
relacionados a jogos: os “serious games” (jogos sérios).
Porém, os chamados “serious games” diferem da
gamificação principalmente por serem jogos completos,
utilizados para propósitos diferentes de apenas
entretenimento. Aplicações gamificadas não são jogos. Elas
apenas utilizam elementos de jogos para alcançar objetivos
específicos. Ao mesmo tempo, a gamificação tem relação
com os chamados jogos pervasivos. Esse tipo de jogo
utiliza elementos do mundo real para compor uma
experiência virtual. Apesar da relação desse conceito com
gamificação, aplicações gamificadas não podem ser
consideradas jogos pervasivos, pois não são jogos, apenas
utilizam elementos de jogos. A figura 2 mostra como o
termo gamificação se situa no contexto das aplicações que
utilizam jogos de alguma maneira (ludification of culture).
A gamificação apresenta-se como uma alternativa para
motivar os usuários a utilizar uma aplicação. Para Gnauck
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">11</xref>
        ], enriquecer software não relacionado a jogos com
mecânicas de jogos adiciona qualidades agradáveis aos
atributos pragmáticos já existentes, o que cria uma
experiência de usuário mais ampla.
      </p>
      <p>
        Figura 2. Termo “gamificação” situado no contexto de
“ludification of culture” adaptado de [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]
FOURSQUARE
Uma das aplicações mais populares por utilizar gamificação
é o Foursquare, uma rede social móvel baseada em
geolocalização. O sistema foi lançado em 2009 e já conta
com mais de 20 milhões de usuários [10].
      </p>
      <p>O Foursquare permite que os usuários da rede
compartilhem os lugares que estão visitando. O
compartilhamento é realizado por meio de aplicativos para
dispositivos móveis, nos quais o usuário realiza “check-ins”
(ação em que o usuário marca sua localização com o auxílio
do GPS do aparelho).</p>
      <p>De forma geral, são nos check-ins que a gamificação se
manifesta no Foursquare. Ao realizar uma grande
quantidade de check-ins em determinado local, o usuário
ganha uma Mayorship (prefeitura) e fica marcado como
Mayor (prefeito) daquele local, até que outra pessoa
consiga realizar mais check-ins que o usuário anterior. É
uma competição na qual, para ser o líder (Mayor do local),
o usuário deve realizar mais check-ins que os outros
usuários naquele local, incentivando o uso do Foursquare.
Ao realizar check-ins em locais ou situações especiais
(como check-ins em aeroportos diferentes no mesmo dia) o
usuário recebe Badges (medalhas) como recompensa. Dessa
maneira o sistema incentiva os usuários a realizar check-ins
em lugares diferentes dos usuais.</p>
      <p>Ao ganhar um Badge ou Mayorship, os usuários podem
compartilhar essa informação em outras redes sociais, tal
como Facebook e Twitter.
Além disso, o sistema possui um ranking de pontuação
semanal, baseado na utilização. Cada check-in marca uma
determinada quantidade de pontos, de acordo com regras
pré-definidas.</p>
      <p>TRABALHOS RELACIONADOS COM GAMIFICAÇÃO
Alguns trabalhos têm sido desenvolvidos utilizando
gamificação em conjunto com redes sociais e serviços
baseados em localização, objetivando motivar os usuários a
serem mais colaborativos e engajados, compreender as
vantagens e desvantagens de redes sociais móveis e levantar
possíveis falhas nos elementos de gamificação utilizados
até então.</p>
      <p>
        Thom et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref25">26</xref>
        ] removeram os elementos de jogos de um
software social, com o objetivo de analisar o
comportamento de usuários que já estavam acostumados
com a gamificação. Os autores obtiveram um significante
impacto negativo da atividade do usuário no sistema,
obtendo uma queda significativa na quantidade de conteúdo
colaborativo colocado no software.
      </p>
      <p>
        Crammer et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ] compararam os elementos de jogos
utilizados em aplicações de compartilhamento de
localização com outros tipos de motivações. Os autores
verificaram que alguns elementos de jogos atrapalham o
uso de outras formas de motivação de usuário, mas
concluíram que todas as perspectivas de motivação de
usuário devem ser consideradas e são cruciais para obter
melhores resultados.
      </p>
      <p>
        Montola et. al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">21</xref>
        ] entrevistaram usuários de um protótipo
de aplicativo web de compartilhamento de imagens que
utilizava sistemas de conquistas baseados em vídeo games.
Concluíram que alguns dos elementos de jogos são
indiferentes para a maioria dos usuários do aplicativo.
Monné [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">20</xref>
        ] realizou uma comparação entre as redes sociais
baseadas na Web e as redes sociais móveis. Concluiu que as
RSM possuem grandes vantagens sobre as redes sociais
baseadas na web, principalmente devido ao valor
adicionado pela sensibilidade a contexto comum a
dispositivos móveis.
      </p>
      <p>
        A partir disso constatou-se a necessidade de captar as
percepções dos usuários sobre elementos de gamificação, a
fim de compreender quais desses elementos são relevantes
para o estudo de gamificação em redes sociais móveis.
EXPERIMENTO PILOTO
Para analisar o comportamento dos usuários em aplicações
que utilizam a gamificação, foi realizado um questionário,
utilizando a rede social móvel baseada em geolocalização
Foursquare, que foi selecionado por ser uma das
aplicações[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">17</xref>
        ] mais populares a utilizar gamificação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">27</xref>
        ].
O questionário contou com dezessete questões, sendo
quatro questões relativas ao perfil dos usuários (sexo, faixa
etária, local de residência e área de atuação), doze questões
sobre aspectos relacionados a gamificação e
comportamento de usuário na aplicação e uma questão
sobre a possibilidade de participação em outras fases da
pesquisa.
      </p>
      <p>Para análise dos dados, os participantes serão nomeados
pela letra P seguida do número que representa a ordem em
que ele respondeu a pesquisa.</p>
      <p>Perfil dos Participantes
Foram analisadas as respostas de vinte e três usuários da
rede social, com idade entre 16 e 40 anos. Dos usuários,
dezessete eram do sexo masculino e seis do sexo feminino,
e dividem-se entre usuários ocasionais do Foursquare
(44%) e usuários frequentes (56%), sendo que 43% dos
usuários acessam o sistema mais de duas vezes por dia. Dos
usuários analisados, vinte eram de áreas relacionadas à
tecnologia da informação, um de área relacionada à saúde e
dois de áreas relacionadas à comunicação. Foram
analisados usuários de seis estados brasileiros (Minas
Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Santa
Catarina, São Paulo), em todas as regiões do país, exceto a
região norte.</p>
      <p>Análise dos Dados
Entre os usuários que responderam ao questionário, a
maioria (61%) não acredita que o sistema de pontos do
Foursquare é algo relevante. Entre os motivos levantados,
P5 disse que “Não há impacto fora do Foursquare”, citando
o fato da pontuação não ser compartilhada em outras redes
sociais, ao contrário das Badges e Mayorships. P19 disse
"Faço meus check-ins com a finalidade de compartilhar
minha localização com meus amigos", reforçando ainda
mais a importância que os usuários atribuem ao aspecto
social da ferramenta.</p>
      <p>Figura 3. Gráfico representando as respostas para a
questão: “A pontuação do Foursquare é algo relevante
para você?
Entre os usuários que acreditam que o sistema de pontos do
Foursquare é algo relevante, mais da metade (55%) dos
usuários atribuiu a relevância do sistema de pontos do
Foursquare ao aspecto competitivo da ferramenta. P20 disse
que "A pontuação cria uma competição saudável entre os
usuários, me incentivando a usar mais o foursquare". Já P14
disse que "A pontuação é importante para mim, porque
demonstra o quão popular eu posso me tornar (não somente
entre os amigos adicionados) nos ambientes/locais, em que
mais frequento em minha cidade, por exemplo".</p>
      <p>Apesar da maioria dos usuários não acreditar na pontuação
da aplicação como algo relevante, 70% dos usuários
descrevem uma sensação positiva, como sensação de vitória
e entusiasmo, ao ganhar um Badge, como mostrado na
figura 4. O mesmo acontece em relação aos Mayorships,
onde 78% dos usuários descrevem as mesmas sensações
positivas, como mostrado na figura 5.</p>
      <p>A maioria dos usuários (61%) acredita compreender o
funcionamento do sistema de pontuação do Foursquare,
inclusive no que diz respeito à check-ins especiais e
pontuação semanal. Todavia, essa informação é
questionável, já que 22% dos usuários buscaram ajuda
externa, como em áreas de perguntas frequentes, amigos ou
outras redes sociais, para entender o funcionamento do
sistema. Dos usuários que buscaram ajuda externa, apenas
um deles relatou não conseguir entender o funcionamento
do sistema. Dos usuários analisados, 48% conhecem outras
aplicações que utilizam gamificação, tais como GetGlue9,
Couchsurfing10, e Code Academy11. Dos usuários que
relataram conhecer outras aplicações que utilizam
gamificação, apenas um descreveu uma sensação que não é
considerada positiva (indiferença) ao receber um Badge.</p>
      <p>Figura 4. Gráfico representando as respostas para a
questão: “Qual sensação descreve melhor sua reação ao
receber um Badge?”</p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>9 http://getglue.com/ 10 http://www.couchsurfing.org/ 11 http://www.codecademy.com</title>
      <p>Figura 5. Gráfico representando as respostas para a
questão: “Qual sensação descreve melhor sua reação ao
conseguir uma prefeitura no Foursquare?”
Entre os vinte e três usuários que participaram do
experimento piloto, dez se candidataram para participar de
outras fases da pesquisa.</p>
      <p>
        Discussões
O experimento piloto mostrou que a pontuação, apesar de
ser uma das principais mecânicas de jogos aplicadas ao
Foursquare, não é tão significativo para este grupo de
usuários. De acordo com alguns usuários analisados, isso se
deve ao fato de, no Foursquare, não haver a funcionalidade
de compartilhamento de pontuação em outras redes sociais.
Esse resultado pode ser relacionado com o trabalho
realizado por Montola [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">21</xref>
        ], no qual pode ser verificado que
parte dos usuários de sistemas que utilizam gamificação são
indiferentes aos elementos de jogos, porém não se opõem a
eles.
      </p>
      <p>
        Já os Badges e os Mayorships, que podem ser
compartilhadas em ferramentas externas, alcançaram
resultados positivos na análise dos dados do experimento.
Esses resultados podem ser relacionados ao status que o
indivíduo possui em relação ao grupo social que, de acordo
com Zichermman[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">27</xref>
        ], é a recompensa mais importante para
o usuário em uma aplicação gamificada.
      </p>
      <p>
        Vários usuários demonstraram conhecer a ideia de
gamificação e outros sistemas que utilizam técnicas
semelhantes. Esse resultado pode ser influenciado pela
quantidade de usuários que trabalham ou estudam em áreas
relacionadas às tecnologias da informação e comunicação.
Uma quantidade considerável de usuários buscou ajuda
externa para entender o funcionamento do sistema de
pontos e recompensas, o que pode indicar que as regras da
gamificação no Foursquare não estejam totalmente claras
para todos os usuários.
CONCLUSÃO
As iniciativas para melhorar as vivências e ampliar o
engajamento de usuários em ambientes virtuais vêm de
encontro com o cenário atual, pois as relações entre as
pessoas foram estendidas ao ciberespaço com o surgimento
das Redes Sociais, como comenta Castells [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Ao mesmo tempo, percebe-se uma mudança de foco nos
estudos da área de Interação Humano-Computador. A
remoção de obstáculos na navegação tem dado lugar aos
estudos relacionados à melhoria da experiência do usuário
na aplicação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">15</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ]. A gamificação tem desempenhado um
importante papel nessa tendência.
      </p>
      <p>
        Nesse contexto, a integração entre os conceitos de
softwares sociais e gamificação tem se destacado
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref25">26</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">20</xref>
        ]. Neste artigo o tipo de software social
pesquisado são as Redes Sociais, que com a expansão dos
dispositivos móveis, tiveram seus conceitos estendidos em
virtude dos recursos específicos dessa plataforma móvel e,
assim, surgiram as chamadas Redes Sociais Móveis (RSM).
Entre esses recursos móveis, os Serviços baseados em
Localização podem oferecer uma variedade de serviços
contextuais, devido à combinação da informação de
localização do usuário, captada pelo GPS do dispositivo,
com a sua rede social.
      </p>
      <p>A RSM Foursquare apoiando-se no SBL e na gamificação
tem ganhado popularidade. De acordo com os resultados
apresentados, a maioria dos usuários que respondeu o
questionário descreveu sensações positivas, por exemplo,
ao receber recompensas à medida que utilizam os recursos
de interação da RSM Foursquare.</p>
      <p>No entanto, nem todos os elementos de jogos aplicados na
Foursquare tiveram boa aceitação. Por exemplo, os
resultados mostram que a maioria dos usuários é indiferente
ao sistema de pontos da RSM, devido à ausência de
integração desse recurso com outros sites de redes sociais.
Isso evidencia que a gamificação é mais eficiente quando
combinada com outras formas de motivação. Sendo assim,
a partir da percepção dos usuários, os elementos em redes
sociais móveis que podem ser considerados mais relevantes
são aqueles que possibilitam o compartilhamento das
informações em suas redes sociais.</p>
      <p>Além disso, apesar de vários usuários demonstrarem
conhecer a ideia de gamificação, muitos deles buscaram por
ajuda em ferramentas externas para entender o sistema de
pontos e recompensas, indicando que nem todas as regras
da gamificação estão claras para todos os usuários.
10. Foursquare. foursquare.com/about.</p>
    </sec>
  </body>
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